CIEB Estudos 2: “Inovação Aberta em Educação: Conceitos e Modelos de Negócios”

 
A partir dos questionamentos “De que forma o cenário de Inovação Aberta pode contribuir com as mudanças disruptivas que queremos levar para a educação?”, “O que significa e quais as implicações de implementar o princípio ‘ter mais acesso é mais importante que possuir’ no mercado voltado para a educação?” e “Qual a responsabilidade do mundo dos negócios em defender a garantia da educação como um direito social?”, o estudo reúne uma série de conceitos e análises que apontam caminhos possíveis, mas não determinados, e que precisam ser considerados por quem busca inovar em educação.

O material começa com uma análise do contexto econômico atual. Em oposição ao foco tradicional da economia capitalista centrada na concorrência e com finalidade única de lucro, a sociedade passa a testar e construir o conceito de Economia do Bem Comum, que se baseia em valores como colaboração, compartilhamento e pluralidade.

Nesse cenário emerge o conceito de Inovação Aberta. Cunhado no início dos anos 2000 a partir dos estudos do professor Henry Chesbrough, PhD em Administração de Empresas e diretor do Center for Open Innovation na Universidade da Califórnia, em Berkeley, o conceito define que inovação deixa de ser algo restrito ao âmbito privado das grandes corporações e passa a ser entendido como ação que se baseia no envolvimento de diferentes atores sociais, transparência e cocriação.

A Educação Aberta entra como uma vertente desse pensamento. A ideia é buscar alternativas sustentáveis para algumas das barreiras que tangenciam o direito a uma educação de qualidade, gerando acesso a conhecimento, inovação das práticas pedagógicas, cultura do compartilhamento, e também, uma nova demanda por recursos e serviços que estreitem a troca e a construção colaborativa do saber.

Viabilizar a construção de uma Educação Aberta envolve o engajamento e o diálogo entre Estado, setor privado e sociedade civil. Uma das frentes mais conhecidas desse diálogo são os Recursos Educacionais Abertos (REA), “materiais de ensino, aprendizado, e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros”, segundo definição da Unesco.

Mas como prever modelos de negócios viáveis a partir de recursos abertos? O estudo apresenta alguns exemplos e recomendações, tomando como referência cases de empresas alinhadas à economia colaborativa. Ele analise a importância de buscar sustentabilidade financeira sob outras premissas para além de produtos prontos ou criados para um fim único, gerando valor a partir de serviços e atividades mais flexíveis e customizáveis. Os modelos de negócio analisados provam que iniciativas de educação ancoradas nas premissas da economia do bom comum podem trazer resultados satisfatórios e inovadores.

Como questionamento e desafio, o estudo mostra a importância não só de pensar em sistemas educacionais inovadores, mas também de encarar inovação como algo que vá além do dispositivo tecnológico e que deve ser construído de forma a empoderar os atores do ecossistema de educação.


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