CIEB Notas Técnicas: “Competências de Professores e Multiplicadores para uso de TICs na Educação”

26 de fevereiro

A formação de professores para o uso de tecnologia na educação constitui um desafio para as redes públicas de ensino no Brasil, apresentando-se como um elemento essencial para que se pensem as prioridades de uma política de inovação e tecnologias educacionais.

No processo de ensino e aprendizagem, os professores devem ser capazes de integrar a tecnologia de forma transversal e, para tanto, é fundamental que estejam preparados para adaptar suas práticas docentes ao dia a dia da sala de aula. Para esse fim, as redes estaduais e municipais podem coordenar profissionais que auxiliem os professores e as escolas de forma constante no uso de tecnologia educacional.

Estes profissionais, os chamados multiplicadores — possuem nomeações diversas, como NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional), NTM (Núcleo de Tecnologia Municipal) e POIES (Professor Orientador de Informática Educativa) —, prestam apoio pedagógico aos professores, sendo capazes de
integrar diferentes áreas de conhecimento, e traçam planos estratégicos para adoção de recursos junto aos gestores escolares.

Mais ainda, os multiplicadores são parte essencial de políticas públicas efetivas para o uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) na educação, por serem capazes de transpor a visão inovadora da rede de ensino ao cotidiano das escolas, agindo como a ponte que confere permeabilidade às políticas.

Historicamente, as políticas públicas brasileiras de fomento às TIC na educação — como o ProInfo — deram maior destaque para a implantação de infraestrutura tecnológica nas escolas, enquanto a capacitação do professor como agente mediador permaneceu como um desafio a ser enfrentado. Hoje, porém, apesar da formação para o uso de tecnologia na educação estar prevista na Política Nacional de Formação dos Profissionais
da Educação Básica e possuir destaque dentro das metas 5 e 7 do Plano Nacional de Educação 2014-2024, ainda há um longo caminho a ser percorrido nesse sentido.

Por estes motivos, é essencial a discussão acerca das competências esperadas dos professores e dos multiplicadores com relação às tecnologias educacionais. Uma sistematização sólida das habilidades que se almejam para estes atores é etapa primordial para se pensar modelos de formação que tragam uma transformação sistêmica no ensino público. Quais competências estes profissionais devem ter para trabalhar com as tecnologias digitais a serviço da aprendizagem dos alunos, com qualidade?

Para responder a esta pergunta o CIEB apresenta, nesta Nota Técnica, o processo que percorreu no desenvolvimento das Matrizes de Competências Digitais. A primeira elenca as competências necessárias para que os professores façam uso efetivo da tecnologia, tanto dentro da sala de aula quanto em seu processo de desenvolvimento profissional e atualização.
Já a segunda trata das competências esperadas para que os multiplicadores promovam a adoção das TICs nas redes de ensino.

Estes marcos conceituais foram construídos a partir das principais referências internacionais, debatidas durante encontros presenciais de cocriação com especialistas brasileiros em tecnologia e educação. Com esta publicação, o CIEB reitera seu compromisso com a melhoria da qualidade do ensino público brasileiro por meio da inovação, reconhecendo a importância dos professores como catalisadores desse processo.

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