CIEB Notas Técnicas: “Competências de Professores e Multiplicadores para uso de TICs na Educação”

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A formação de professores para o uso de tecnologia na educação constitui um desafio para as redes públicas de ensino no Brasil, apresentando se como um elemento essencial para que se pensem as prioridades de uma política de inovação e tecnologias educacionais.

No processo de ensino e aprendizagem, os professores devem ser capazes de integrar a tecnologia de forma transversal e, para tanto, é fundamental que estejam preparados para adaptar sua práticas docentes ao dia a dia da sala de aula. As próprias redes estaduais e municipais devem coordenar profissionais que auxiliem os professores e as escolas de forma constante no uso de tecnologia educacional. Estes profissionais – os chamados “multiplicadores” – prestam apoio pedagógico aos professores e traçam planos estratégicos para adoção de recursos junto aos gestores escolares. Mais ainda, são parte essencial de políticas públicas efetivas para o uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na educação, por serem capazes de transpor a visão inovadora da rede de ensino ao cotidiano das escolas, agindo como a “ponte” que confere permeabilidade às políticas.

Historicamente, as políticas públicas brasileiras de fomento às TIC na educação – como o ProInfo – deram maior destaque para a implantação de infraestrutura tecnológica nas escolas 3, enquanto a capacitação do professor como agente mediador permaneceu como um desafio a ser enfrentado. Hoje, porém, apesar da formação para o uso de tecnologia na educação estar prevista na Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica 2 , e possuir destaque dentro das metas 5 e 7 do Plano Nacional de Educação 2014-2024 3 , ainda há um longo caminho a ser percorrido nesse sentido.

Por estes motivos, é essencial a discussão acerca das competências esperadas dos professores e dos multiplicadores com relação às tecnologias educacionais. Uma sistematização sólida das habilidades que se almejam para estes atores é etapa primordial para se pensar modelos de formação que tragam uma transformação sistêmica no ensino público. Quais competências estes profissionais devem ter para trabalhar com as tecnologias digitais a serviço da aprendizagem dos alunos, com qualidade?

Para responder a esta pergunta o CIEB apresenta, nesta Nota Técnica, o processo que percorreu no desenvolvimento da Matriz de Competências. A primeira elenca as habilidades necessárias para que os professores façam uso efetivo da tecnologia, tanto dentro da sala de aula quanto em seu processo de desenvolvimento profissional e atualização. Já a segunda trata das competências esperadas para que os multiplicadores promovam a adoção das TICs nas redes de ensino.

Estes marcos conceituais foram construídos a partir das principais referências internacionais, debatidas durante encontros presenciais de co-criação com especialistas brasileiros em tecnologia e educação. Com esta publicação, o CIEB reitera seu compromisso com a melhoria de qualidade do ensino público brasileiro por meio da inovação, reconhecendo a importância dos professores como catalisadores desse processo.

 

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